Anfavea registra alta superior a 25% na produção de veículos do país em 2017

O ano de 2017 fechou em alta no setor de produção de veículos. Segundo o levantamento publicado, no início de janeiro, pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), no geral, foram fabricados 2,7 milhões de veículos, cerca de 25,2% a mais que o montante alcançado em 2016.

Deste total de unidades produzidas, 762 mil foram destinadas a exportação, 46,5% a mais do que em 2016. Este novo recorde do setor, que passou a representar 28% da produção das montadoras no ano de 2017, quase bateu os 30% alcançados em 2005. Ao longo destes anos as vendas estavam mais concentradas dentro do país, porém com a chegada da crise econômica em 2015, os fabricantes viram a possibilidade de voltar à atenção novamente para a exportação.

Com relação aos veículos pesados, as montadoras alcançaram com os ônibus a soma de 20,6 mil exemplares produzidos durante 2017, aumento superior a 10% com relação a produção de 2016. Já os caminhões atingiram o total de 82,8 mil unidades no mesmo período, cerca de 37% acima dos números apontados também em 2016.

Os veículos leves, que abrangem os comerciais leves e automóveis, representam aproximadamente 90% do segmento. Diante disto, somente esta fatia do setor foi responsável pela comercialização de 2,6 unidades no referido ano, o equivalente a 25% da elevação em comparação com o ano anterior.

No último trimestre do ano passado foi computada uma produção de 712,7 mil veículos, número 20,5% superior ao mesmo período de 2016.

Após três anos de retração no setor, em 2017, com o aumento da produção, foram criados mais de 5.500 postos de trabalho. De acordo com levantamentos, entre os anos de 2014 e 2016, cerca de 35 mil vagas foram fechadas. Entretanto, atualmente, são mais de 125 mil funcionários no setor, um percentual de 4,6% superior ao apresentado em 2016.

Diante da recuperação econômica gradual pela qual o Brasil vem passando, a expectativa da Anfavea é que os números de 2018 superem os apresentados em 2017 em pelo menos 7%.

 

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